quarta-feira, 31 de maio de 2017

Om Mani Padme Hum

Om Mani Padme Hum - Significa "Da lama nasce Uma flor de Lotus".

Om mani padme hum significa "da lama nasce a flor de lótus" é um dos mantras do budismo; o mantra de seis sílabas do Bodisatva da compaixão: Avalokiteshvara. De origem indiana, de lá foi para o Tibet.

Sua Santidade o Dalai Lama é tido como uma emanação de Chenrezig (Avalokiteshvara), por isso o mantra é especialmente entoado por seus praticantes e é comumente esculpido e pintado em rochas.
É o mantra mais entoado pelos budistas tibetanos.

Om fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino dos deuses. O sofrimento do reino dos deuses surge da previsão da própria queda do reino dos deuses (isto é, de morrerem e renascerem em reinos inferiores). Este sofrimento vem do orgulho.

Ma fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino dos deuses guerreiros (sânsc. asuras). O sofrimento dos asuras é a briga constante. Este sofrimento vem da inveja.

Ni fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino humano. O sofrimento dos humanos é o nascimento, a doença, a velhice e a morte. Este sofrimento vem do desejo.

Pad fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino animal. O sofrimento dos animais é o da estupidez, da rapina de um sobre o outro, de ser morto pelos homens para obterem carne, peles, etc; e de ser morto pelas feras por dever. Este sofrimento vem da ignorância.

Me fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino dos fantasmas famintos (sânsc. pretas). O sofrimento dos fantasmas famintos é o da fome e o da sede. Este sofrimento vem da ganância.

Hum fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino do inferno. O sofrimento dos infernos é o calor e o frio. Este sofrimento vem da raiva ou do ódio.

Que todos os seres possam se beneficiar!

EXTRACTO DE UN INTERCAMBIO DE GRUPOS EN PARÍS-1971

Michel Conge


Una impresión de sí: Yo existo,Soy desde siempre.

La impresión de sí es un fenómeno orgánico que no tiene nada de intelectual. ¿Cuál es mi manera de no vibrar en un momento y difícil vibrar en otro?, mi manera de recibir o de no recibir una corriente de energía, de dejarse inútil ir o no, de cantar con, de resonar con, como un instrumento de música. La vida nos pega y nosotros damos un sonido opaco y de golpe hay un sonido cristalino.. ¿Cómo sucede eso?.
Vean… nuestra vida no cambia: todos los días las mismas cosas, todos los días recibimos las mismas impresiones. Pero puede ser que un día bombardeado por esas impresiones, tenga el sentimiento que mi vida es toda nueva; apasionante y rica. ¿Qué es lo que ha permitido eso? Eso es lo que debemos reconocer.
Hay algo extremadamente simple: no se nos viene al espíritu que “Yo existo” y nunca pienso en considerar este punto. Yo no estoy siquiera seguro que Uds. estén comprendiendome.
USTEDES SON, pero nunca reparan en eso porque implacablemente una reacción se desata y eso incomoda inmediatamente la periferia. No alcanzo a comprender que todos los eventos no tienen interés alguno; lo que es importante, es que YO SOY-SOY DESDE SIEMPRE. Ésa es la impresión que falta, la impresión evidente que YO SOY. Eso cambiaría todo en mi vida.
Hay allí una abundancia:oso tratar de dejarme conocer que YO EXISTO. En el momento que oso, las impresiones que recibo de la vida también cambian, ellas penetran; ante todo es necesario que tenga esa audacia de decir que YO SOY. El Recuerdo de Sí que se practica como ejercicio, no es un ejercicio!. Andar en bicicleta su un ejercicio, pero el Recuerdo de Si no es un ejercicio!
Este problema es vertiginoso: no llegamos a representarnos un acto simple que, sea lo que sea que hagamos: ejercicio calma, una buena comida, salir de viaje, sería en actos idénticos.
Hoy día esa cosa tan importante no le encontramos ni en la iglesia, ni en las comidas, ni en los ejercicios en calma.
Esto es terrible!, sentir que es algo tan cercano, tan simple y sin embargo tan lejano, tan lejano…
¿estamos por lo menos de acuerdo sobre este principio?
Están sentados, se levantan… lo que tratan, lo que buscan está siempre alli. ¿Cómo buscar a partir de alli? ¿Tienen el coraje de soportar esto? No vivir más que lo que es esencial paso a paso.

domingo, 14 de maio de 2017

Hafiz e Hazrat Inayat Khan: Deus Criou o Mundo a Partir do Som

Hafiz, um dos grandes poetas da antiga Pérsia, conta a seguinte lenda: “Deus fez uma estátua de barro à sua imagem e quis que essa estátua possuísse alma. Mas a alma recusou-se a ser aprisionada, pois é de sua natureza ser livre e voar à vontade. A alma não quer estar presa, nem admite que lhe imponham limites. O corpo é uma prisão e a alma recusou-se a adentrá-lo. Então Deus pediu aos anjos que tocassem sua música. E, à medida que os anjos tocavam, a alma ficou extasiada. Para poder sentir melhor a música e ouvi-la de perto a alma entrou no corpo.” Hafiz disse: “As pessoas dizem que ao ouvir aquele som, a alma entrou no corpo; a verdade, porém é que a própria alma era o som”.
Ao que o sufi Hazrat Inayat Khan comentou: “Essa é uma bela lenda, no entanto ainda maior é o seu mistério, o seu significado. A interpretação dessa lenda nos explica duas grandes leis. Uma delas é que a natureza da alma é ser livre e, para a alma, a tragédia da vida consiste na ausência dessa liberdade que pertence à sua natureza original. O outro significado dessa lenda nos mostra que a única razão pela qual a alma entrou no corpo de barro ou matéria inanimada foi experimentar e ouvir a música da vida”.
Sempre nos deparamos com o fato de que a linguagem “sabe” mais do que aqueles que a usam. As duas primeiras frases da lenda do sábio poeta Hafiz dizem: “Deus fez uma estátua de barro. ele formou o barro à sua semelhança”.
O escultor modela o barro e temos uma estátua. O músico forma a matéria e temos a música. Deus forma o barro e temos uma estátua. O músico forma a matéria e temos a música. Deus forma o barro e surge o mundo. Em cada momento o barro é a matéria-prima, o elemento-primevo, a matéria-primeva daquilo que denominamos criação: a tensão-primeva. No princípio, era o barro. O tom como Logos. Já falamos disso: o “Faça-se” contido no início da história da criação judaico-cristã era, antes de tudo, tom e som. Os sufis, místicos do islamismo, sabem muito bem: Deus criou o mundo a partir do som.