terça-feira, 30 de setembro de 2014

ORAÇÃO PERMANENTE

Muitas pessoas precisam de fatores externos para encontrarem Deus dentro de si. Outras vivem um vasto período de análise intelectual sem se permitirem um momento se quer, de intuição espiritual.
Nós não podemos chegar à verdadeira experiência de Deus somente por meio da análise mental. Isto é apenas uma preliminar que deve ser ultrapassada para poder se alcançar uma certeza espiritual.
A análise mental é como um grande labirinto sem saída.
Muitas pessoas ficam presas a métodos.
Os grandes mestres não estavam preocupados com grandes métodos espirituais. O maior dos terapeutas dizia somente para que se orasse sempre. Sempre quer dizer orar 24 horas por dia, durante 365 dias por ano.
As pessoas confundem oração com reza, pensam que oração e meditação é um tipo de ato externo. Os mestres não falam de atos, falam de atitude.
O que é atitude? Atitude é o modo de ser, não é agir, não é fazer alguma coisa, é ter a consciência do Ser, a consciência da Presença de Deus. Isso não significa pensar em Deus.
A consciência nada tem haver com análise, com sucessividade. Ela é um estado simultâneo, permanente do nosso ser espiritual, do nosso Eu. Eu e consciência são a mesma coisa. Ego e inteligência são outra coisa.
A inteligência pensa, a consciência conscientiza, de maneira que, orar sempre não é pensar, não é falar, é ter a consciência do seu Ser.
Naturalmente que quem se identifica com o seu ego intelectual não pode conscientizar.
A Oração Permanente de que fala o grande mestre, é uma respiração da alma e nada mais. Assim como o corpo respira constantemente para poder viver, assim a alma deve respirar constantemente para poder viver. Quem não respira espiritualmente, morre espiritualmente.
Orai sempre e nunca deixeis de orar.
Quem não renunciar a tudo que tem, não pode ser meu discípulo.

A primeira asa é muito simpática, mas a segunda, para os não iniciados, é muito antipática. Por que entendem que renunciar como uma coisa muito dolorosa.
Eles logo compreendem por coisas materiais como dinheiro, casa, automóvel e outras coisas mais. Isso não é muito importante.
Muito mais necessário é renunciar a si mesmo, que é muito mais importante do que renunciar a objetos.Mas, o que vem a ser renunciar a si mesmo?
Quem não conhece a natureza humana não pode compreender estas palavras. Para esta pessoa, renunciar a si mesmo parece com suicidar-se. Mas isto não resolve nada, só piora a situação.
Somente quando descobre que não é o seu ego, o seu invólucro humano, que isto ele tem, mas que isso ele não é, que ele é o seu espírito, a sua alma, a luz do mundo, a pérola preciosa. Então, ele renunciou.
Renunciar é o descobrimento da verdade sobre si mesmo! Quem não entrou no autoconhecimento, não renunciou!
É por meio da meditação que podemos não mais nos iludir com dúvidas ou incertezas.
É pela verdadeira meditação, que podemos chegar à certeza da nossa identidade essencial com o Espírito de Deus.

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