quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Poesia de Rumi

Todo dia eu penso, então a noite eu digo:
De onde terei vindo e o que se espera de mim?
Não tenho idéia.
Minha alma vem de algum outro lugar, estou certo disso,
e espero terminar lá.
Esta embriagues começou em alguma outra taverna.
Quando voltar àquele lugar,
Estarei completamente sóbrio. Enquanto isso,
Sou como um pássaro de outro continente, sentado nesta gaiola.
O dia está chegando quando eu levanto vôo,
mas quem é esse em meu ouvido, que ouve minha voz?
Quem diz palavras com minha boca?
Quem olha com meus olhos? O que é a alma?
Não posso parar de perguntar.
Se pudesse experimentar uma gota de uma resposta,
Eu poderia romper esta prisão para bêbados.
Eu não vim para cá espontaneamente, e não posso sair desta forma.
Quem quer que tenha me trazido aqui terá que levar-me para casa.
Esta poesia... Eu nunca sei o que irei dizer.
Eu não a planejo.

Quando eu estou de fora, dizendo-a
Eu fico muito quieto e raramente falo algo.

Nós temos um enorme barril de vinho, mas não temos copos.
Isso está bem para nós. Toda a manhã
nós bebemos e a noite, bebemos novamente.
Eles dizem que não há futuro para nós. Eles estão certos,
O que está muito bem para nós.

Existe uma comunidade do espírito.
Junte-se a ela e sinta a delícia
de caminhar numa rua barulhenta
sendo o barulho.
Beba toda a sua paixão,
e seja um desgraçado.
Feche os dois olhos
para ver com um outro olho.
Abra suas mãos,
se você deseja ser agarrado.
Sente-se neste círculo.
Pare de agir como um lobo, e sinta
o amor do cordeiro preenchendo-o
A noite, seu amado vagueia.
Não se deixe consolar.
Feche sua boca à comida.
Experimente a boca do amado na sua.
Você geme, "ela me deixou... ele me deixou."

Rumi.

Um comentário:

S. disse...

Se pudesses libertar-te, por uma vez, de ti mesmo,
o segredo dos segredos se abriria para ti.
O rosto do desconhecido, oculto além do universo,
apareceria no espelho da tua percepção.
Rumi