terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Propagandas

Case 1

Estava ouvindo na rádio Bandeirantes um quadro do publicitário Luis Grottera, chamado Marketear, sobre uma campanha publicitária da Coca-Cola para o mercado português. Devido ao baixo-astral que está sobre a economia portuguesa e sua sociedade em geral, eles resolveram fazer uma peça pra levantar a moral da portuguesada. Antes de um jogo Sporting x Benfica (grande clássico do futebol luso), eles deixam uma carteira com quinhentos euros, um ingresso para a partida e a carteirinha de sócio do Sporting, dentro de uma loja do Benfica. A questão: Vale a pena ser honesto com o torcedor adversário? Depois do resultado eles inserem o vídeo com 95% das pessoas devolvendo a carteira no telão do estádio durante a partida. Comoção geral.
Veja o vídeo:



Case 2

Todo mundo adora vídeos com bebês guti-guti e gatinhos fofinhos. Sabendo disso o Banco Itaú fez um vídeo com um bebê que se diverte e ri à beça quando o papai rasga pedaços de papel na frente dele. Eu sei que você já viu. Mas o que não sei se você viu é o filme original.Preste atenção naquela almofada no outro sofá:



O que o Itaú fez, foi mudar a cor do macacãozinho e dar um brilho na imagem, mas não tiraram a almofadinha espertinha lá de trás. Esse é o vídeo do banco 341:



As críticas

A propaganda da Coca-Cola pra alegrar os portugueses fudidinhos é até que boa, pena que sabemos que é propaganda... Se você não tiver olhar crítico vai pensar que o mundo é bonitinho e teu adversário devolveria sua carteira. Quem disse que foram 95% que devolveram a carteira, quem disse que não são todos atores? Não acho ético isso de manipular a emoção.

Tá dando uma polêmica essa almofada no fundo com estampa da maconha, "use papel só pro que realmente importa", seria pra fazer um beck? Aliás, quem sai ganhando com o fim do envio de extrato por papel é o Itaú, que deixa de ter um monte de despesas (papel, impressão, correios, funcionários) e usa um discurso ecologicamente correto. Manipulação da emoção novamente.

Está cada vez mais perigoso ligar a televisão, ouvir o rádio, abrir uma revista ou jornal, ou pasmem... usar a internet e ler blogs.

I'm watching you!

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