terça-feira, 17 de março de 2009

K R A F T W E R K

Let´s talk about music today.

Em 1986 vi um clipe na tv que me chamou bastante atenção.

O vídeo era Music Non Stop, do Kraftwerk, esse abaixo:




Na época eu trabalhava no banco e um amigo que era fã deles falou mil e uma. Fiquei muito interessado e fui atrás... comprei o disco, um Long Play, gostei muito e comprei outros. Depois disso sempre foi minha banda predileta.

Um pouco de história:

O Kraftwerk foi fundado em 1970 por Florian Schneider-Esleben e Ralf Hütter. Após vários álbuns experimentais, o sucesso da banda veio em 1974 com o álbum Autobahn, e a sua faixa de 22 minutos motorik. A canção foi um hit mundial. Este álbum foi seguido por uma trilogia de álbuns que influenciou bastante a música popular posterior: Radio-Activity (1975), Trans-Europe Express (1977) e The Man Machine (1978). Em 1975 formou-se o que ficou conhecido como a formação clássica do Kraftwerk, para a digressão de Autobahn.
Juntaram-se a Hütter e Schneider Wolfgang Flür and Karl Bartos como percussionistas electrônicos. Depois de anos sem apresentações ao vivo, os Kraftwerk iniciaram digressões novamente no final dos anos 90. Ralf queria tocar cada vez mais, mas a dificuldade em transportar os equipamentos analógicos limitou as viagens para fora da Europa. Após a saída de Flür e Bartos, vários outros músicos, como Fritz Hilpert e Henning Schmitz apareceram na formação do Kraftwerk.
Em meados de 1999, as gravações originais de Tour de France foram finalmente lançadas em CD, indicando um reinício das atividades da banda. O single Expo 2000, a primeira nova música em treze anos, foi lançado em Dezembro do mesmo ano, e posteriormente remisturado por bandas de música electrônica como Orbital.
Em 2000, o ex-membro Flür publicou uma autobiografia na Alemanha, Kraftwerk: I Was a Robot, revelando vários novos detalhes sobre a vida da banda. Hütter e Schneider mostraram, no entanto, hostilidade à obra.
Em Agosto de 2003, a banda lançou Tour de France Soundtracks, o primeiro álbum desde Electric Café, de 1986. Em Junho de 2005, a banda lançou um álbum ao vivo, Minimum-Maximum, que foi compilado de apresentações da banda durante a digressão europeia no início de 2004, recebendo várias críticas positivas. A maioria das faixas consistia em remodelagens de antigas faixas de estúdio. O álbum foi premiado com o Grammy para melhor álbum de música eletrônica. Juntamente com o CD, foi lançado um DVD que contém vários vídeos de apresentações em várias localidades no mundo.


Em 1998 eles vieram ao Brasil, convidados para participar do Free Jazz Festival. Eu consegui ir e fiquei embasbacado, foi uma das melhores experiências que vivi.

Em 2004 vieram novamente a terra brasilis pro Tim Festival. Fui vi, vivi e embasbaquei-me novamente.

A estrutura do show é sempre a mesma desde os anos 70. Eles tocam, não interagem com o público, aliás raramente dão entrevistas. Querem que você esteja lá pela música. A música pela música somente. Eles são os pais da música eletrônica, desenvolveram instrumentos, experimentaram vários aparelhos, enfim, os sintetizadores de hoje são crias deles.

E domingo usarei minha camiseta vermelha The Man Machine e irei ao Jockey Clube novamente, eles estarão lá. Talvez seja a última apresentação deles no Brasil. Depois que o Florian Schneider saiu do grupo perdeu um pouco da graça e da aura que havia na parceria Schneider/Hutter.

Este vídeo abaixo foi gravado no Europe Music Awards da MTV em 2003. É uma amostra de como é o som e o show deles hoje. No youtube você encontra uma variedade enorme de vídeos deles.

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