sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Gurdjieff

George Ivanovich Gurdjieff (1877 - 1949)

Nascido no Cáucaso, entre a Europa e a Ásia, onde diferentes culturas se encontram, desde muito cedo entrou em contato com as tradições cristã, armênia, islâmica, sufi e budista. Em Kars, onde cantava no coral da Igreja Ortodoxa Russa, recebeu instrução especial de Medicina e Religião.

A partir dos dezenove anos, empreendeu uma série de viagens em busca de respostas às questões que o atormentavam, sobre o significado da existência do homem. Em contato com um grupo denominado Os Buscadores da Verdade, percorreu o Egito, o Tibet, o Afeganistão e diversos países da Ásia Central. Teve a oportunidade de ouvir e assimiliar a música tocada para rituais e danças sagradas em templos e mosteiros onde a sabedoria acumulada pelo homem ao longo dos tempos permanece viva.

Aparece em Moscou, em 1913, onde reúne um grupo de pessoas interessadas nos conhecimentos que acumulara. Durante a Revolução Russa, transfere-se para a Europa, onde estabelece em 1922 o Instituto para o Desenvolvimento Harmonioso do Homem.

Em 1924, faz sua primeira viagem aos Estados Unidos, onde forma novos grupos de pessoas interessadas em seu trabalho.



O Ensinamento de Gurdjieff

As idéiasem que se baseia o ensinamento de Gurdjieff provêm de antiga tradição, cujos fragmentos podemos encontrar na linguagem das grandes religiões e sistemas de conhecimento.
Algumas das idéias e simbolos utilizados por ele são reconhecidamente semelhantes aos encontrados em textos cristãos antigos, outras idéias parecem ter relação com as fontes do sufismo ou do hinduismo, ou ainda, com os hieróglifos do antigo Egito e México.
O forte impacto do ensinamento de Gurdjieff não depende apenas de suas raízes tradicionais ou de sua universalidade; esse ensinamento não é uma coletânea de antigos fragmentos, apresentados em estilo moderno, nem tampouco a sintese de tradições ocidentais e orientais. É uma estrutura completa de pensamento, dotada de muita sensibilidade, que relaciona a totalidade da vida com as suas menores e mais recentes manifestações. É um chamado ao despertar, no homem moderno, de uma consciência totalmente nova.

Gurdjieff dizia haver algo de errado em nossa atitude habitual em relação à religião; declarava, por exemplo, que a expressiva maioria dos que se atribuem o título de cristãos não tem direito de fazê-lo. Os que sinceramente percebem este fato compreendem que, de fato, não só não querem nem desejam, mas se sentem incapazes de agir como cristãos. Para se tornarem capazes de viver segundo os preceitos de Cristo, mesmo os que o desejam, forte e verdadeiramente, necessitariam de longos anos de aprendizado e estudo de si mesmo. Para os que desejam aprender a "ser capazes", o trabalho de Gurdjieff, considerado em seu conjunto, é único, é um ensinamento novo e completo, adaptado, em especial, à moderna sociedade ocidental; em sua essência, proporciona aos que o encontram a chave para as questões que despontam ao longo da busca interior.
Num de seus primeiros escritos, gurdjieff sintetizou os princípios em que seu ensinamento se baseia: "Devido às condições da vida morderna, o homem distanciou-se de seu tipo original, ou seja, do tipo no qual, em razão de seu meio ambiente, deveria se tornar. Por sua própria natureza, essas condições delimitavam os caminhos de desenvolvimento do homem e o tipo normal que ele deveria, finalmente, ter alcançado. A civilização de nosso tempo, com os meios ilimitados de que dispões para ampliar sua influência, afastou o homem das condições normais em que ele deveria estar vivendo. E de um homem individualmente completo, normalmente adaptado ao ambiente em que foi criado, a civilização produziu um ser humano não preparado adequadamente para a vida, um estranho às condições de sua presente forma de existência."

"A percepção do mundo do homem moderno e o seu modo de viver não são expressão consciente da sua totalidade, mas apenas manifestações inconscientes de uma de suas partes".

"Deste ponto de vista, nossa vida psíquica é constituída de três entidades separadas e distintas, uma nada tendo a ver com a outra: são os centros intelectual, emocional e instintivo-motor."

"Cada percepção consciente real e cada expressão do homem deveriam resultar do trabalho simultâneo e coordenado dessas três entidades: cada uma delas deve desempenhar um papel específico na ação/tarefa, isto é, deve participar com sua quota de associações. Mas, no homem moderno, tais entidades quase não têm contato e falham em sua função de se completarem e se corrigirem mutuamente. Ao contrário, seguem caminhos diferentes, que raramente se encontram, e isso então possibilita muitos poucos e raros instantes de consciência."

"A falta de coordenação dessas três entidades pode ser interpretada como se houvesse três diferentes homens num único homem; o primeiro só pensa (é o racional/lógico), o segundo só sente (é o emocional) e o terceiro vive apenas por seus instintos e funções motoras (é o automatizado). Os três jamais se compreendem reciprocamente e, insconscientemente, frustram os planos, as intenções e o trabalho um do outro, e cada um deles, no momento em que está agindo, ocupa posição predominante e dá a sim mesmo o nome de "EU". As pessoas não precebem isto, pois estão sob a ilusão da unidade dos seus "Eus" e de sua psique geral."

"Torna-se claro, portanto, que, para que o homem se desenvolva harmonicamente, é necessário, antes de tudo, mostrar a ele como ser capaz de introduzir o trabalho dos seus três centros diretamente em cada uma de suas funções psíquicas. Esse trabalho deve ser simultâneo e de intensidade igual; só assim as três rodas mais importantes da máquina humana trabalharão suavemente e com maior eficiência, tornando possível um nível de consciência que, em circunstâncias comuns, o homem jamais atinge."

"Se levarmos em conta que é diferente de uma pessoa para outra o grau de desenvolvimento possível de cada centro e o conteúdo desses centros, forçoso será concluir que a aproximação deste trabalho deverá ser, para cada homem, estritamente individual."

"Quando se trabalha sobre si mesmo, deve-se, para prevenir consequências indesejáveis, ajustar-se à disciplina imposta por métodos especiais e estritamente individuais, objetivando ao desenvolvimento de novas e especiais "inércias", através das quais os velhos padrões possam ser regulados e modificados. Noutras palavras, é necessário desenvolver novas faculdades, inalcançáveis na vida ordinária."

"A adoção de métodos individuais de educação dessa natureza só é possível em condições nas quais seja levada em conta cada particularidade orgânica do homem, assim como sua condição psíquica, sua formação e todas as condições e circunstâncias de sua vida. A determinação dessas particularidades com absoluta exatidão requer um longo tempo. Isto se deve a que o homem, desde seus primeiros dias, como resultado da moderna educação, adquire uma máscara externa, ou seja, um tipo externo que nada tem em comum com seu tipo real. Durante sua vida, esta máscara torna-se cada vez mais espessa, a ponto de o homem ser incapaz de ver-se através dela."

"Como, porém, é preciso descobrir as características de seu tipo real, é preciso destruir essa máscara. Isto exige tempo. Só após este passo é que se pode dar continuidade ao estudo e à observação do homem; só a partir de então é que se pode estabelecer um programa para um trabalho futuro."



Obras de Gurdjieff

Relatos de Belzebu a seu neto - Horus Editora
Encontros com Homens Notáveis - Editora Pensamento

Obras adicionais sobre o ensinamento de Gurdjieff

Psicologia da Evolução possível ao homem - Editora Pensamento
Fragmentos de um ensinamento Desconhecido - Editora Pensamento
Gurdjieff fala a seus alunos. - Editora Pensamento
Nossa vida com Gurdjieff - Editora Pensamento
Rumo ao Despertar a si mesmo - Editora Pensamento
Não saber é formidável - Horus Editora

Gurdjieff International Institute - www.gurdieff.org


Instituto Gurdjieff do Brasil - www.gurdjieff.org.br

domingo, 24 de fevereiro de 2008

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Habilidades Obsoletas

1. Discar em um telefone de disco.
2. Colocar agulha em toca-discos.
3. Mudar trilhas em fitas de 8 trilhas.
4. Escrever.
5. Usar régua de cálculo.
6. Usar papel-carbono para fazer cópias.
7. Revelar filmes.
8. Mudar a esfera ou a fita em máquina de escrever.
9. Sair do sofá para mudar de canais.
10. Ajustar as antenas da televisão.
11. Ajustar o carburador.
12. Passar linha em agulha.
13. Resolver conflitos de IRQ na placa-mãe.
14. Limpar cabeçotes de videocassete.
15. Mirar antenas parabólicas.
16. Dar corda em relógio.
17. Alinhar papel em impressora matricial.
18. Usar um modem discado.
19. Procurar empresas nas páginas amarelas.
20. Procurar emprego em classificados de jornal.


Copiado do Surra

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Eclipse

Bendita lei de Murphy... no dia que tem eclipse, está nublado!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Quadrinhos



A sinceridade.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Vossa Excelência

Vossa Excelência



Composição: P. Miklos, T. Bellotto, C.Gavin

Estão nas mangas
Dos Senhores Ministros
Nas capas
Dos Senhores Magistrados
Nas golas
Dos Senhores Deputados
Nos fundilhos
Dos Senhores Vereadores
Nas perucas
Dos Senhores Senadores...

Senhores! Senhores! Senhores!
Minha Senhora!
Senhores! Senhores!
Filha da Puta! Bandido!
Corrupto! Ladrão! Senhores!
Filha da Puta! Bandido!
Senhores! Corrupto! Ladrão!...

Sorrindo para a câmera
Sem saber que estamos vendo
Chorando que dá pena
Quando sabem que estão em cena
Sorrindo para as câmeras
Sem saber que são filmados
Um dia o sol ainda vai nascer
Quadrado!...

Estão nas mangas
Dos Senhores Ministros
Nas capas
Dos Senhores Magistrados
Nas golas
Dos Senhores Deputados
Nos fundilhos
Dos Senhores Vereadores
Nas perucas
Dos Senhores Senadores...

Senhores! Senhores! Senhores!
Minha Senhora!
Bandido! Corrupto
Senhores! Senhores!
Filha da Puta! Bandido!
Corrupto! Ladrão! Senhores!
Filha da Puta! Bandido!
Corrupto! Ladrão!...

-"Isso não prova nada
Sob pressão da opinião pública
É que não haveremos
De tomar nenhuma decisão
Vamos esperar que tudo caia
No esquecimento
Aí então!
Faça-se a justiça!"

Sorrindo para a câmera
Sem saber que estamos vendo
Chorando que dá pena
Quando sabem que estão em cena
Sorrindo para as câmeras
Sem saber que são filmados
Um dia o sol ainda vai nascer
Quadrado!...

-"Estamos preparando
Vossas acomodações
Excelência!"

Filha da Puta!
Bandido! Senhores!
Corrupto! Ladrão!
Filha da Puta!
Bandido! Corrupto! Ladrão!
Filha da Puta!
Bandido! Corrupto! Ladrão!
Filha da Puta!
Bandido! Corrupto! Ladrão!...

Patinhos


Vi essa foto lá no www.nadaver.com e resolvi postá-la aqui também....

Dá uma dózinha dos bichinhos.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Crematório de Cérebros

Texto copiado do blog do senador Cristovam Buarque.



É comum o horror diante da brutalidade de dirigentes que queimam livros e prendem ou matam intelectuais como o imperador chinês Shih Huang Ti, que, 210 anos antes de Cristo, decidiu queimar todos os livros e matar todos os estudiosos do seu império. Até hoje, a Inquisição horroriza o imaginário da humanidade pelo crime de destruir livros e matar intelectuais durante a Idade Média. Em Berlim, no campus da universidade Humboldt, há um local de reverência indignada no lugar onde Hitler queimou milhares de livros.

Mas não nos horrorizamos quando os livros são impedidos de ser escritos e os jovens de se transformarem em escritores. Indignamo-nos com a queima de livros e a prisão de escritores, mas não com a incineração de cérebros como se faz no Brasil, ao negarmos educação ao povo. Pior do que queimadores de livros, somos incineradores de cérebros que escreveriam livros, se tivessem a chance de estudar. A história do Brasil é a história do impedimento de que livros sejam escritos e de que cientistas e intelectuais floresçam.

Quando os livros são queimados, alguns se salvam. Mas se eles não são escritos, não há o que salvar. Quando os escritores se salvam, eles escrevem outros livros, mas quando não aprendem a ler, queimam-se todos os livros que poderia escrever.

O Brasil é um crematório de cérebros.

Ao nascer, cada ser humano traz o imenso potencial de um cérebro vivo e virgem. Como um poço de energia a ser ainda construído: pela educação. No Brasil, treze porcento dos adultos são analfabetos, apenas trinta e cinco porcento concluem o ensino médio; destes, só a metade tem uma educação básica com qualidade acima da média. Portanto, oitenta e dois porcento ficam impedidos de escrever, todos os livros que escreveriam são queimados antes de escritos. Como se o Brasil fosse um imenso crematório de inteligência.

As conseqüências são perfeitamente perceptíveis: basta olhar a cara da escola pública no presente para ver a cara do País no futuro. Apesar de nossos quase 200 milhões de cérebros, o quinto maior potencial intelectual do mundo, o Brasil continuará a ser um país periférico na produção de conhecimento. Da mesma forma como a China regrediu intelectualmente depois de Shih Huang Ti; a Alemanha, com Hitler; a Península Ibérica, com a Inquisição; o Brasil está perdendo o potencial de seus cérebros interrompidos. O resultado já é visível: ineficiência, atraso, violência, desemprego, desigualdade, tolerância com a corrupção e a contravenção. Um país dividido por um muro da desigualdade que separa pobres e ricos; e separado das nações desenvolvidas.

Durante anos, falou-se no “decolar” da economia. Achava-se que para um país ter futuro bastava educar uma elite, um pequeno conjunto de profissionais superiores a serviço da economia. Formamos uma minoria no ensino superior, escolhida depois de rejeitar a imensa maioria na educação de base, e perdermos o potencial das dezenas de milhões deixadas para trás.

Ou o Brasil se educa ou fracassa; ou educamos todos ou não teremos futuro e a desigualdade continuará; ou desenvolvemos um potencial científico-tecnológico, ou ficamos para trás. Se a universidade é a fábrica do futuro, o ensino fundamental é a fábrica da universidade. Sem uma professora primária que lhe tivesse ensinado as primeiras letras e as quatro operações, Albert Einstein não teria se tornado cientista. Nossos prêmios Nobel morreram antes de aprender as quatro operações. Não podemos formar inteligências enquanto formos queimadores de cérebros. Não podemos melhorar a educação superior sem uma educação realmente universal e de qualidade para todos.

Só o pleno desenvolvimento do imenso potencial da energia intelectual dos brasileiros permitirá derrubar o muro do atraso e o muro da desigualdade. Mas isso exige que o horror que sentimos com os estrangeiros que queimavam livros e sábios, seja transferido para nós próprios, incineradores de livros que não foram escritos, de doutores que morreram analfabetos. Incineradores de cérebros.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Não vou me adaptar

Não Vou Me Adaptar
Composição: Arnaldo Antunes

Eu não caibo mais nas roupas que eu
cabia
Eu não encho mais a casa de alegria
Os anos se passaram enquanto eu dormia
E quem eu queria bem me esquecia

Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar

Eu não tenho mais a cara que eu tinha
No espelho essa cara já não é minha
É que quando eu me toquei achei tão estranho
A minha barba estava deste tamanho

Será que eu falei o que ninguém dizia?
Será que eu escutei o que ninguém ouvia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar


Zoofilia