quinta-feira, 21 de maio de 2009

Vendendo pra cachorro.

A frase acima é comum entre os vendedores que entram na loja. Sempre a mesma piadinha besta.

Porém sábado eu vendi pra cachorro. Vendi dois quilos de ração e alguns ossinhos pra ele morder.

O Sr. José (nome fictício) freguês antigo nosso entrou na loja e perguntou se a gente vendia pro cachorrinho dele. Eu ri e disse que sim. Ele me disse que o cachorro que iria pagar a conta. Pediu e na hora de pagar deu o cartão de crédito do cachorro. Sim, meu caro leitor, o cachorro dele tem cartão de crédito.

Eis o que aconteceu... sabe essas ligações chatas de telemarketing que você recebe? Pois bem, eu também recebo (costumo desligar na cara do coitado que me ligou). Ele também recebe essas ligações e ficou com o saco tão cheio que resolveu aprontar com eles.

- Bom dia Sr José, o senhor tem um cartão adicional pré-aprovado em nossa agência, gostaria de indicar alguém para recebê-lo?

- Sim, quero sim... pode ser meu sobrinho?

- Claro que pode Sr José.

- Mas ele tem problemas, eu posso ser o responsável dele?

- Sim, Sr Jose, pode sim, qual o nome, o RG e o CPF dele?

- (Momento da vingança suprema) O nome dele é Toby e o RG dele é tal...(deu o número do RGA, Registro Geral Animal, da Prefeitura de Sâo Paulo) e o CPF ele não tem, pode pôr o meu mesmo.

- Perfeito Sr José, mas qual o sobrenome do Toby?

- O mesmo que o meu, pode pôr ai...

- Pronto Sr José, será enviado a sua residência o cartão adicional com crédito pré-aprovado do seu sobrinho.

Nisso o cachorro já fez compra no supermercado, no açougue e lá na loja também! É claro que o Sr José é quem paga e não quer dar calote, apenas brincou com a Itaucard e está curtindo muito essa brincadeira.


segunda-feira, 11 de maio de 2009

21h58

Agora são 21h58.

Cheguei em casa as 19h. Ontem, dia das mães, a minha mãe fez feijoada. Como ela não sabe cozinhar pra poucas pessoas (hoje somos três) naturalmente que sobrou e jantei feijoada. Enquanto comia ficava pensando em dar uma caminhada depois.

Pois bem, as 19h41 eu estava saindo do portão de casa pra fazer uma caminhada pelas ruas do bairro. Peguei a Rio das Pedras, a Dezenove de Janeiro e a Conselheiro Carrão até a rua Dentista Barreto, e voltei pela outra calçada, andei muito. Preferi esse trajeto por segurança.

Passei por três agências do Itaú, três do Bradesco, duas do HSBC e várias outras, 8 postos de gasolina, várias farmácias e lan houses. Tenho essa mania esquisita de ficar medindo/quantificando as coisas. Também vi várias viaturas de polícia, parecia que iria acontecer ou estava acontecendo algo. Passei por duas blitzes de Rocam (Rondas Ostensivas Apoiadas por Motocicletas) parando uns neguinhos suspeitos. Fiquei pensando se iriam me parar qualquer hora também, saí sem documentos. Havia muita sujeira na rua, hoje vai passar o caminhão de lixo por lá, mas os mendigos acabam revirando os sacos e muita coisa se espalha pelas calçadas, feio e chato isso. E tem muita gente na rua, muita gente miserável.

Cheguei as 21h10, uma hora e meia caminhando... fazia tempo que eu não andava tanto assim.

Uma vez, em 97 eu creio, eu vim do Butantã pra casa a pé. São aproximadamente 30 km, eu fiz em 4h e 45 minutos. Numa balada só, sem parar pra tomar água ou ir ao banheiro. Ninguém entendia porque eu tinha feito aquilo, mas foi muito gostoso.

Pois bem, é isso, agora são 22h14 e estou terminando essa postagem.

PS. Em breve surpresa por aqui.