quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Primeira vez no Sambódromo

Domingo fui ao sambodrómo acompanhar a namorada e a amiga dela que iriam participar do ensaio técnico da Pérola Negra, até ai tudo bem, fiquei ali na concentração com ela enquanto ia chegando o pessoal, eu ficaria por lá até que elas entrassem, então iria lá pra arquibancada ficar assistindo. Eram três escolas que fariam o ensaio técnico no domingo, primeiro a Morro da Casa Verde, depois a Pérola Negra e finalmente os Gaviões (as galinhas pretas). Vimos a Morro se preparando, aquecendo, a bateria começou aquela batida legal, eles se posicionaram e começaram a entrar, porém...

começou a chover. E muito. Mesmo comprando uma capa de chuva de cinquenta centavos por cinco reais, fiquei molhado, muito molhado, encharcado.

Eu não curto carnaval. Não vejo graça naquele monte de gente pulando alucinadamente.

Ficamos os três debaixo de uma sombrinha minúscula pensando em ir embora, mas derrepente a bateria da Pérola começou a marcar o samba e o pessoal foi se juntando no meio da pista(lagoa) da concentração. E eu que iria pra arquibancada fui ficando, ficando e fiquei! Entrei no sambódromo com eles, cantei(daquele jeito) o samba enredo sem saber a letra (acompanhando os refrões), e dancei, sambei... Foi bem legal, ver a galera toda animada, ver o pessoal da harmonia preparando as alas, organizando filas, posicionamentos, tudo com seriedade e profissionalismo alucinantes, como empresa séria mesmo... muito interessante, nunca tinha percebido isso e agora fica mais interessante quando eu for assisitir pela tv. Sim, pela tv, pois continuo cartesiano e não vou desfilar, foi uma experiência bem legal, mas foi só aquele momento.

E dá-lhe chuva, choveu forte o tempo todo.

domingo, 25 de janeiro de 2009

tudo ao mesmo tempo agora

Sabe quando várias coisas acontecem de uma vez e você tem que resolver ou atendê-las naquele instante? Pois bem, ontem a tarde eu estava na loja e derrepente entraram duas senhoras e foram ver alguns suportes para vasos, alguns segundos depois entraram um homem e seu filho e ficaram vendo algumas rações para pássaros, e também no mesmo momento parou um caminhão em frente a loja pra descarregar duas caçambas vazias para entulho e carregar outras duas pois o vizinho está refazendo a calçada. Até ai tudo bem, isso já ocorreu algumas outras vezes, mas...

as duas senhoras começaram a conversar e uma delas começou a me perguntar algumas coisas, porém eram russas e a única que falava português não conseguia se expressar bem e ficava tentando encontrar palavras, e...

o homem começou a perguntar algumas coisas, porém o filho dele é autista e começou a ler tudo que via, lia todas as embalagens (em voz alta) e ficava balançando os braços, fazendo caretas e o pai nem ai, achando normal, e...

o caminhão começou a descarregar as caçambas bem em frente a loja, com o motor ligado muito, mas muito alto...

eu não entendia o que as russas falavam, não ouvia o que o pai do autista falava, o menino não parava de falar alto e o caminhão fazendo um barulho desgraçado.

Que bonito, saí da minha zona de conforto e me vi perdido tentando me encontrar.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Mullá Nasrudin

Este sábio sufi, Mullá Nasrudin, atravessou fronteiras e enraizou-se em várias culturas. Ninguém sabe ao certo quem foi ele, onde viveu e nem quando - se e que realmente existiu! O mistério que o envolve é, na verdade, a forma mais apropriada de apresentar esse personagemque não pode ser descrito, ressaltando apenas o que é realmente importante, ou seja, sua mensagem. Uma mensagem que nos ensina a rir de nós mesmos, como uma das formas de nos conhecermos. Uma mensagem que nos faz perceber o paradoxo de nossa situação humana e que nos fala de um outra possibilidade de consciência para o ser humano. Familiarizar-se com as hisórias de Nasrudin abre a possibilidade de entrarmos em contato com o Sufismo em um de seus aspectos mais desconcertantes. Postarei com alguma regularidade alguns textos do Mullá.


Suposições

"Mullá, qual é o significado do destino?"

"Suposições."

"Em que sentido?"

"Você supõe que as coisas irão bem e elas não vão - a isto chama azar. Supõe que as coisas irão mal e elas não vão - a isto chama sorte. Supões que certas coisas irão ou não acontecer - e na mais absoluta falta de intuição, não sabe o que irá acontecer. Você supõe que o futuro é desconhecido."

"Quando você é surpreendido - a isso chama Destino."

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

fugindo da realidade - I

Eu ia postar tudo de novo, mas resolvi apenas reeditar a postagem. Postei os quadrinhos desse tamanho pra ficarem legais pra ler, mas não couberam na largura, portanto CLIQUE na imagem que abrirá uma nova janela com a imagem inteirinha da silva pra você se deliciar. Tá bom?






terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Perdão, Senhor.

Quando entro no carro sempre sei onde vou. E você, alguma vez saiu sem destino?

A ratoeira, o labirinto está armado... Nem tento fugir, rodeio. Acordo e já sei como será o dia, sim acontecem imprevistos, mas são banais. O círculo de ações está fechado, já há todo um roteiro pré-estabelecido do que fazer em situação a, b ou c. Não há variedade. Quando a pessoa te atender diga obrigado, mas o que é esse obrigado? É mecânico, você, eu soubemos o que dissemos?

Domingo estava descalço no apartamento da namorada quando chegou a pizza. Fui descalço ao térreo atender o entregador. Desci e subi descalço. Quando foi a última vez que fiz algo descalço? Creio que nunca na minha vida tenha dado uma volta no quarteirão descalço. E é algo banal.

Estamos presos. E acreditamos que somos livres, que existe liberdade.

Perdão Senhor, seus macacos destroem a Terra e se acham senhores dela. Perdão.

domingo, 4 de janeiro de 2009

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Experiências capilares

Feliz ano novo, meu caro leitor. Tenha muita sagacidade pra perceber o que está acontecendo ao mundo (coisas ao seu lado, literalmente), muita paz, saúde e amor.

No ano passado resolvi fazer umas experiências diferentes de corte de cabelo.

Normalmente sempre peço pra cortar curto, bem baixinho. Meu cabelo cresce rápido e é volumoso, então rapidamente pareço um bicho feio cabeludão. Se eu tivesse cabelo liso, deixaria crescer pra experimentar, ia ficar meio viado, mas seria uma experiência. Mas não é liso.

Aliás, uma das manias que tenho é anotar o dia que corto o cabelo, eu tenho anotado desde 2004 todos os dias que cortei (tinha de um período anterior, mas perdi o papel), sempre corto na lua nova.

No início de fevereiro de 2008, ficou assim:


Esse é o corte padrão, ou seja, quando eu peço pra cortar curto.

Depois em abril cortei novamente bem curto. Em maio, dia 17 cortei máquina 3, ficou bem curto. Resolvi ousar e ir diminuindo a altura do corte.





Esse corte foi com máquina 2 no dia primeiro de agosto. Esse foi o mais curto que eu já tinha cortado até então.




Então em setembro, dia 29, cortei máquina 1, foi quando comecei a ver o brilho do meu couro cabeludo, na foto seguinte:





Semana passada foi o dia que rapei pela primeira vez, dia 27, máquina ZERO, pra ter uma noção de como estava antes:


E depois da tosa:

Tive uma infância bem rica, aproveitei bastante e agora dá pra ver todas as três cicatrizes na cabeça, brincadeiras, tombos e cabeçadas em lugares indevidos.

Ah, claro, tem os comentários também:


- Ei, passou na faculdade?

- Que foi isso? Piolho?

- Grudou chiclete no cabelo?

- Entrou pro PCC?

- Já te soltaram da Febem?

Eu dou risada e brinco também com os comentários, além de estar com a "cabeça fresca" estou curtindo muito esse visual. Creio que o próximo corte só será em março, vou deixar máquina 3, foi o que mais me agradou.