domingo, 28 de setembro de 2008

Painço Verde: 1 ano

Amanhã faremos um ano.

Na primeira postagem eu dizia sobre uma frase famosa de um primeiro ministro japonês: "Copiar para criar, criar para competir, competir para vencer."
A intenção era ir buscando uma forma de escrever, me expressar por aqui. Eu copiei muitas coisas de outros sites, outros blogs, muit
os quadrinhos, buscando uma forma minha. E acabei encontrando uma forma que me dá prazer nessas últimas postagens, e o feedback positivo me animou também.

Falando em feedback uma coisa que desanima são os poucos comentários, eu tenho o Google Analytics que faz um acompanhamento e há uma média de 12, 15 leitores diários, porém não deixam uma mensagenzinha dizendo se estão gostando ou não. Escrevam, plis.

Já postei sobre tanta coisa, estava revendo. As postagens que mais tem visitas são as dos pássaros, Canário da Terra, Curió e Coleirinha. As pessoas chegam por eles via Google. Se eu soubessem que seriam tão bem visitados eu teria feito uma pesquisa melhor. Reformularei-os, prometo.

Essa fase nova eu agradeço à Anahy que deu a idéia e as dez palavras iniciais. Desde a postagem do dia sete de agosto sobre meu aniversário eu estava a um tempão sem escrever nada e ela me propôs enviar dez palavras e eu criar um texto com elas. Aceitei. Ela mandou as palavras e eu fiz o texto e o publiquei, só que ficou faltando uma palavra; música. Faltou música. E a forma como encaixei isso no texto foi tão legal, que fiquei empolgado e bastante feliz. Depois a Lua, do Misterioso Universo Lunar, também me mandou 10 palavras e fiz outro texto.

Gostei desse formato de mini conto e agora eu farei o seguinte: A primeira pessoa que comentar, pode mandar 10 palavras aleatórias e eu farei o próximo texto, e assim sucessivamente, vamos ver até onde eu chego. Se é que alguém comentará.

É isso, agradeço vc leitor por gastar seu tempo aqui.

Abraços & Beijos.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

fragmentos de uma quarta-feira a tarde...

Cena 1:
Ponto de ônibus

Chega um homem aparentando 35 anos, mulato, camiseta regata da Gaviões, tatuagem de Nossa Senhora no ombro direito, mesmo braço que carrega o filho, camiseta Pókemon e Homem Aranha de plástico na mão escalando pela orelha e careca do pai. A mãe ao lado, com uniforme da empresa, loira, menos de 30 anos, bonita, séria, ia pegar o ônibus e os dois a estavam acompanhando.
Ele:
- Não acredito, eu saio da cadeia e vejo minha tia, naquela idade, em casa, viciadona, cheirando direto.
Ela:
- Você não viu seu tio, tá nóia, nóia.




Cena 2:
Dentro do ônibus

Duas garotas, uniforme vermelho da Claro, provavelmente promotoras de vendas, penso.

Garota 1:
- Você viu o cara novo que entrou esse semestre?
Garota 2:
- Tudo de bom, hein? Que bunda é aquela?
Garota 1:
- Eu dava pra ele de boa.
Garota 2:
- Sabia que a Michele já pagou boquete pra ele no estacionamento?
Garota 1:
- Que vadia!

Cena 3:
Praça de alimentação - Shopping Paulista

Dois rapazes adolescentes, de bonés, calça moleton e camiseta, um Cavalera outro Rip Curl.

Garoto Cavalera, mais sério:
- Pára de chorar, a gente vai continuar se vendo.

Garoto Rip Curl, triste, lágrima nos olhos:
- Mas eu te amo.

Cavalera:
- Porra, você sabe que é só pegação, eu curto é mulher.

Rip Curl:
- Não acredito, rolou tanta coisa.

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Fiquei com dúvida quanto ao título dessa postagem, não sabia se colocava: Além da Imaginação ou Pescoçando a conversa alheia.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Moda

Mais uma vez Gustavo, vestia sua camiseta azul da seleção italiana para ir jogar com os amigos no parque, queria ser como o zagueiro Cannavaro.

Sheila, insegura, triste, magra, alta, somente gostava de usar decotes provocantes e mostrar seus seios grandes. Seu prazer estava em sentir o poder que provocava nos homens.

Com uma camisa de gosto duvidoso, o pedreiro Heitor estava feliz, exibindo seu relógio exageradamente dourado comprado a R$ 150,00 depois de tanto tempo juntando o dinheiro.


No dia em que completava 45 anos de vida, o bancário Alencar, sentado ao lado de várias flores vermelhas e amarelas, com seu terno comprado na Colombo, chorava lendo um livro que ganhara de seu filho.

Naquela tarde Stefano Gabbana após desenhar outra roupa que seria sucesso pela eternidade da próxima estação, se masturbava pensando em Fabio Cannavaro.